Quais os valores por trás da maternidade?

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Quais os valores por trás da maternidade?

Maternidade, qual o significado verdadeiro dessa palavra? Quais as alegrias e as dores de ser mãe? Quais os impactos reais que causam na vida pessoal e profissional de uma mulher?

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Se romantiza muito a idéia de maternidade, de que a mulher só será completa e verdadeira após ser mãe, como se tudo o que ela viveu, conquistou, trabalhou não fosse valioso e digno o suficiente para ser mulher por inteiro.

Isso é uma idéia de uma época muito diferente, onde a mulher tinha um papel diferente na sociedade. O papel da mulher era da cuidadora e do homem do provedor. Os anos trouxeram lutas, conquistas e evolução ao verdadeiro papel da mulher, o feminismo trouxe a igualdade de gêneros, mas mesmo assim o papel antigo ainda tem muitas influências na vida da mulher, especialmente quando ela se torna uma mãe.

Existe uma pressão em relação a maternidade, quantas vezes não ouvimos quando seremos mães, quando vamos engravidar, que a mulher só é completa quando é mãe?

O que eu quero propor com esse texto é uma reflexão sobre o que é ser “por inteiro”. Vivemos em uma sociedade que adotou a terceirização de expectativas, emoções, sentimentos, onde projetamos no outro a responsabilidade de nos completarmos como ser humano. Muitas vezes somos educadas a sermos essa tela onde se é projetada essas expectativas e somos levadas a acreditar que independente do que eu fizer de precioso em minha vida, nada serei se não gerar uma vida.

Eu acredito que a maternidade, a vontade de gerar uma vida não deve estar ligada a você ser completa e sim ligada aos seus valores, aquilo que é muito importante e inegociável para você. O que significa ter um filho? O que um filho vai trazer de bom para você? Qual será a referência que você transmitira a ele? Positiva ou negativa?

Alinhando seus valores a maternidade você terá uma visão multidimensional da importância que um filho tem em sua vida, ele não virá para te completar, mas sim virá para somar, para lhe entregar um novo papel de muito aprendizado em sua vida. Quando a maternidade está alinhada aos seus valores, ela não será um peso, algo que irá lhe privar totalmente de tudo o que você gosta, você encontrará possibilidades e flexibilidade para conciliar seus papéis de mãe, mulher, profissional. Agora quando seus valores vão totalmente na contramão da maternidade essa experiência tende a ser bem sofrida e pesada, pois aí você estará apenas cumprindo uma expectativa e não respeitando um desejo seu.

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A maternidade muda por completo uma mulher, ela será uma nova versão de si mesma, durante uns bons meses é necessário que a mulher se dedique a seu bebê integralmente, ele depende de cuidados, afeto, proteção. Mas o cuidado consigo mesma não deve ser dispensado, maternidade é um novo papel em sua vida, mas sua essência como mulher continua viva e também depende de cuidados, carinho, a autoestima precisa ser cultivada mesmo nos mínimos detalhes.

Você já é um ser completo, já é uma pessoa inteira, não precisa de nada nem ninguém para te completar, o que você precisa são de pessoas que venham somar com você, trocar, alimentar novas experiências e aprendizados pois só assim a vida se torna uma experiência enriquecedora e feliz.

Eu honro profundamente a maternidade, é um momento muito especial na vida de uma mulher, muito significativo e de muita responsabilidade, uma decisão que deve ser tomada com muita consciência, identificação dos valores por trás do desejo de ser mãe, com os pés no chão e sem romantismo. E claro, sempre com a consciência de que será um novo papel que irá conviver com seus outros papéis tão especiais e maravilhosos como ser mãe. E todos fazem parte de sua essência.

Adriana Cubas – Coaching, Idealizadora do Canal do Coaching e Colaboradora do Las Abuelitas

https://www.youtube.com/user/canaldocoaching

 

Priscilla Leal
Priscilla Leal
Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o) produtor(a) cultural, por isso convidei mulheres de diversas áreas para escreverem para nós. Idealizei e executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

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