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Oficina Mar de Mulheres

O grupo Quilombo convida mulheres para uma oficina de mergulho nos mares de Maria e Yemanjá, como continuação da pesquisa iniciada em 2014 para o espetáculo Pejí ti Iyámí – Altar de Minha Mãe. Ao longo do processo de criação, o espetáculo passou pelo Centro Cultural da Penha, Sesc Interlagos e, em 2016, estreou no Teatro Leopoldo Fróes em uma temporada de dois meses.

A oficina é um convite de imersão para a pesquisa que visa a composição de um CORO DE MULHERES para o espetáculo. Uma vivência a partir das mitologias e discussões estudadas e realizadas nesses anos de processo, assim como um espaço para provocar novas criações e questionamentos a partir das duas entidades femininas e as questões de gênero que lhes permeiam.

O ESPETÁCULO Pejí ti Iyámí – Altar de Minha Mãe é um espetáculo do Grupo Quilombo de Teatro que propõe uma vivência performativa sobre a construção social do feminino em relação a duas entidades: Iemanjá e Maria. A incidência de seus cultos em solo nacional e seus arquétipos são ponto de partida para a criação das atrizes na investigação da performatividade de gênero. As duas figuras religiosas são modelos para mulheres em diferentes contextos sociais, a busca da pesquisa é contribuir para ressignificar a fixação dessas formas identitárias.

SERVIÇO Com Grupo Quilombo de Teatro

Onde: Oficina MetaCultural – Avenida Treze de Maio, 120 – Bela Vista

Quando: 06, 13, 20 e 27/05 (Sábados das 14h às 18h)

Inscrições: Enviar e-mail com o assunto MAR DE MULHERES para quilombo.contato@gmail.com.

HISTÓRICO DO GRUPO O grupo se conheceu no curso de interpretação e produção teatral do Estúdio de Treinamento Artístico (ETA), no bairro do Bixiga, em São Paulo. O curso exige que os alunos apresentem peças independentes de sua grade curricular, fora das dependências da escola; montava-se, com a direção e dramaturgia de Jô Jorvino – aluna e pedagoga -, a primeira peça da futura Companhia Teatral O Encontro: “O Encontro dos Brinquedos e das Brincadeiras”, que estreou no segundo semestre de 2011.

Em 2013, em projeto paralelo à companhia e com a direção de Vinicius Alves – também aluno e integrante -, o grupo foi contemplado pelo programa de Valorização de Iniciativas Culturais da Prefeitura de São Paulo (VAI), com o projeto “Encontro no Cortiço” – uma adaptação teatral da obra O Cortiço de Aluísio Azevedo. O projeto incluía a circulação do espetáculo em diversas regiões da cidade, oficina e debates em locais como as Bibliotecas Belmonte e Monteiro Lobato, CEU Caminho do Mar e Casa Fora do Eixo SP. No mesmo ano, o espetáculo integrou o Festival Satyrianas – Uma saudação à primavera.

A peça “Encontro no Cortiço” voltou a ser apresentada em 2014 na Virada Educação e, um ano após o início do projeto foi formado o Grupo Quilombo de Teatro, desvinculado da Cia. Teatral O Encontro. Nesse mesmo ano, o grupo foi contemplado novamente pelo Programa VAI, com o projeto “(RE)Encontro no Cortiço” que, além das apresentações do espetáculo em todas as regiões de São Paulo (Escola Caetano de Campos, Praça Victor Civita, Centro Cultural da Penha, CEU Caminho do Mar, Biblioteca Alvares de Azevedo, entre outros), incluía duas oficinas: O Corpo e a Cultura Afro Brasileira e Os Jogos e as Brincadeiras Populares e o Teatro. Por fim, o grupo realizou também bate-papos: Encontro, Café e Parati (sob o tema; As Heranças do Naturalismo na Sociedade Contemporânea e mediado pelo estudante de Letras Matheus Cosmo) e O Jovem Negro e a Sociedade Brasileira (mediado pelo estudante de Ciências Sociais Eduardo Brasileiro). No final de 2014 o grupo participou do 2º Proscênio – Festival de Teatro de Indaiatuba. O espetáculo “Encontro no Cortiço” já foi visto por mais de 800 pessoas e tem aceitação positiva de público e crítica, com ênfase na qualidade artística e na adaptação de obra literária para dramaturgia.

Em 2015 o Quilombo foi convidado a realizar uma intervenção artística no II Ato Contra a Intolerância Religiosa, da Rede Ecumênica da Juventude – REJU. Durante o ano, o grupo ministrou Oficinas de Teatro em centros de apoio à criança, adolescentes e moradores de rua pelo Serviço Franciscano de Solidariedade – SEFRAS. Integrou o Projeto Entre Lagos do SESC Interlagos, através do qual pôde oferecer ao público – e à outros grupos e companhias -, uma vivência acerca do trabalho de preparação e pesquisa quando na montagem da peça Encontro no Cortiço. O grupo realizou apresentações da abertura de processo do seu segundo espetáculo, Pejí tí Iyámí – Altar de Minha Mãe, no Sesc Interlagos e no Centro Cultural da Penha.

Em 2016 o grupo foi contemplado pela terceira vez pelo Programa de Valorização de Iniciativas Culturais da Prefeitura de São Paulo (VAI) e, além do processo de finalização de “Pejí tí Iyámí -Altar de Minha Mãe” e realização de temporada de dois meses no Teatro Leopoldo Fróes, promoveu de maio a junho a oficina de “Dança das Aiabás” na Biblioteca Belmonte, ministrada por Vinicius Alves e em julho o workshop “Danças afrobrasileiras: O corpo da mulher em movimento de dança” na Associação Cultural Cachuera!, ministrado por Elizabeth Menezes.

Priscilla Leal
Priscilla Leal
Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o) produtor(a) cultural, por isso convidei mulheres de diversas áreas para escreverem para nós. Idealizei e executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

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