O Teatro do Oprimido por Bárbara Santos

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Bárbara Santos

Radicada em Berlim desde 2009, Bárbara Santos está no Brasil para lançar e divulgar seu livro “Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: Uma teoria da práxis” em noites de autógrafos e debates no Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza. Em Dezembro, a autora apresenta sua obra em conferências e seminários na The University of North Carolina at Chapel Hill, na Carolina do Norte e também em Nova York. No Rio de Janeiro o lançamento acontece no dia 7 de novembro, às 19h, na Livraria da Travessa de Botafogo.

Editado pela Ibis Libris, o livro “Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: Uma teoria da práxis” combina teoria e prática para a análise do método do Teatro do Oprimido, uma criação do brasileiro Augusto Boal. O livro propõe uma discussão – consistente e acessível – sobre os conceitos que fundamentam o método em articulação com os avanços e desafios de sua Práxis. A abordagem didática facilita a compreensão tanto da estrutura dramática e pedagógica do método quanto da especificidade de sua estética. A diversidade de exemplos contextualiza a teoria e joga luz sobre questões éticas, filosóficas e políticas que envolvem a aplicação do método, características que qualificam esta publicação para o ensino formal e/ou informal do método do Teatro do Oprimido.

“Comecei a escrever esse livro para tornar o conteúdo teórico que alicerça o Teatro do Oprimido mais acessível para as pessoas interessadas em desenvolver uma atuação prática. A necessidade de responder a questões práticas e dar base teórica às mesmas, garantiu consistência à escrita. O objetivo foi evitar que a práxis das pessoas que eu formava ficasse esvaziada de conteúdo, queria que entendessem o “porquê” daquilo que faziam”.

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Nascida em 1963, Bárbara Santos é socióloga formada pela UFF e atuou como professora na rede municipal de educação do Rio de Janeiro durante quinze anos. Trabalhou por duas décadas com Augusto Boal como coordenadora do Centro de Teatro do Oprimido – CTO, na concepção e desenvolvimento do Teatro-Legislativo e da Estética do Oprimido, tem 26 anos de experiência ininterrupta com o método, no Brasil e em 38 países nos cinco continentes. É diretora artística de KURINGA, espaço para o Teatro do Oprimido em Berlim, do grupo Madalena-Berlin e de TOgether International Theatre Company – cooperação entre organizações de sete países europeus. Idealizadora e coordenadora do Programa KURINGA de Qualificação em Teatro do Oprimido, que teve avaliação externa da Universidade de Bolonha. Integra a ITI Alemanha (International Theatre Institute of UNESCO) desde 2014. No Rio de Janeiro, é diretora artística do Coletivo Madalena-Anastácia – composto por mulheres negras – e colaboradora artística do grupo Cor do Brasil – composto por artistas afrodescendentes. Difusora do Teatro das Oprimidas, inovadora experiência estética sobre opressões enfrentadas por pessoas socializadas como mulheres, é diretora artística da Rede Ma(g)dalena Internacional, formada por grupos feministas da Europa, África e America Latina. Está trabalhando em seu novo livro “Do Teatro do Oprimido ao Teatro das Oprimidas”, que trata dos novos rumos do método depois da morte de seu criador, o teatrólogo Augusto Boal. Além de um panorama atualizado sobre a difusão do método mundo afora, a autora descreve e analisa as pesquisas que têm desenvolvido com a Estética do Oprimido, as quais deram origem ao Teatro das Oprimidas.

Outros lançamentos estão sendo organizados em Lisboa, Porto e Berlim. Para 2017, está previsto o lançamento em espanhol, no Chile, na Argentina e na Espanha.

Assessoria de Imprensa: Ney Motta | contemporânea comunicação

Priscilla Leal
Priscilla Leal
Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o) produtor(a) cultural, por isso convidei mulheres de diversas áreas para escreverem para nós. Idealizei e executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

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