O que podemos aprender com Elke Maravilha

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O que podemos aprender com Elke Maravilha

Elke Maravilha sempre me fascinou. Eu me lembro que quando era criança eu adorava vê-la no programa do Chacrinha com aquelas roupas extravagantes, cabelo e maquiagem diferentes, aquele sorrisão. Não sei dizer o que era, mas ela me passava algo bom algo que me fazia me sentir mais leve. Talvez o fato de Elke viver sua essência de maneira livre e plena passava essa energia, que ainda desconhecemos, pois ainda seguimos muitos padrões, sejam eles na vida ou na profissão.

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Sua estrela hoje não brilha mais aqui nesta Terra, desde o dia 16 de agosto de 2016, mas seu legado nos ensina muito e é sobre isso que quero escrever hoje, compartilhando com vocês como o legado da Elke pode nos ensinar a construir nosso trabalho da forma como acreditamos ou descobrir qual a essência de nosso trabalho.

Seu legado está atrelado fortemente à liberdade de assumir sua essência, de viver verdadeiramente seus valores, sem preconceitos, sem medos, de forma autêntica e corajosa.

Chamada de Sacerdotisa Dionisíaca pela amiga e psiquiatra Nise da Silveira, Elke foi uma figura transgressora, possuía opiniões fortes e atitudes que desafiavam convenções estéticas e de gênero. Não para chocar ninguém gratuitamente, mas pelo direito de questionar e refletir sobre a realidade, sobre os valores vigentes e prontos que a maioria das pessoas segue.

Dizia que a sua aparência com perucas, maquiagens, adereços e afins não era fantasia, mas quem ela era de verdade, e pagou um preço caro por isso, sendo agredida fisicamente. Elke foi muitas, sua maravilha estava em sua personalidade livre, libertária, senhora de si, de sua arte. Seu principal legado é o de ser a confirmação de que inteligência e liberdade são necessariamente complementares – não existem um sem o outro.

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Ela era uma grande obra de arte.

Para aprendermos com Elke e nos inspirarmos em seu legado, devemos fazer as seguintes perguntas em relação à nossa trajetória:

– Como eu enxergo minha arte?

– Ela traduz o que habita minha essência?

– Estou sendo verdadeira em minhas intenções e fiel aos meus valores?

– O que estou contribuindo com a minha arte? Qual a contribuição quero deixar às pessoas, à sociedade?

– O que estou deixando de realizar por medo de julgamentos, críticas, fracasso? Esses medos têm fundamento? O que está por trás deles?

– Quem são as pessoas que podem me ajudar a colocar o meu projeto em prática?

– Se eu tivesse apenas um minuto para descrever meu trabalho, minha arte, qual seria meu discurso? (Se não estiver claro para você, não estará claro para ninguém.)

– Se eu não tivesse medo de colocar meus projetos em prática e tivesse a garantia de que conseguiria viver de minha arte, o que eu faria?

– Qual o primeiro passo possível para transformar em realidade os meus sonhos e metas?  O que falta para eu começar?

– Qual o legado que quero deixar?

Ouse, inove, faça!

 

Para saber mais sobre a grande artista Elke Maravilha clique aqui e assista o documentário “Elke no país das Maravilhas”

Adriana Cubas
Adriana Cubas
Coach profissional formada pela Academia Brasileira de Coaching (Abracoaching) e certificação internacional pelo Behavioral Coaching Institute (BCI). Formação em Marketing pela Universidade Anhembi Morumbi com extensão em Gestão de Pessoas pela FGV. Consultora de educação corporativa, com atuação no desenvolvimento de trilhas, estratégia educacional, soluções de aprendizagem e treinamentos para grandes empresas. Criadora e produtora do Canal do Coaching no YouTube. Colunista e colaboradora dos projetos Mural do Coach, Las Abuelitas (Mulheres Artistas) e Blog Tiago e Gabi.

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