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Espetáculo “ELA” estreia no Rio de Janeiro

Com direção de Paulo Verlings e texto original de Márcia Zanelatto o espetáculo “ELA” é um
drama que expõe a relação amorosa entre duas jovens mulheres diante da doença avassaladora.

Estreia dia 4 de maio de 2017, quinta-feira, no CCBB Rio de Janeiro.

Clara e Isabel são lindas, jovens, talentosas e vivem um grande amor. Mas o sentido da vida entra em xeque diante do diagnóstico de ELA. Cada vez mais ausente fisicamente o tempo de Clara se expande em sua vida interior, comparecendo em cena através de memórias e delírios que nos fazem pensar no que seja a mente humana. Enquanto isso, com apoio de Paula, médica e amiga de infância, Isabel dá conta da realidade, galgando íngremes fronteiras com poder e coragem que jamais soube que poderia ter. Embora a doença as tenha enfraquecido, ELA fortaleceu os laços que as une.

Com texto original de Marcia Zanelatto, direção de Paulo Verlings e interpretação das atrizes Carolina Pismel, Elisabeth Monteiro e Patrícia Elizardo, o espetáculo “ELA” parte da investigação, na qual a equipe está imersa, sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal que, ao perderem a capacidade de transmitir os impulsos nervosos, dão origem à doença, considerada rara. Assim, tomando como alicerce a investigação feita pela equipe de “ELA” e as pesquisas da comunidade científica, a encenação de Paulo Verlings busca tocar o espectador com leveza, humor e otimismo, nessa história de extraordinária coragem e impotência diante da “doença misteriosa”. A encenação conta com a participação em OFF da atriz Ana Beatriz Nogueira, como “Dra. Ana”.

– Diante da perda das qualidades naturais e próprias, decidimos exaltar o amor através das relações passionais, físicas e mentais” –, declara Paulo Verlings que atualmente se divide entre a direção da peça “ELA”, a participação na novela “Rock Story” cujo personagem ‘Romildo’ é um bandido atrapalhado, e a produção do espetáculo “Fevereiro”, projeto de sua autoria, onde vai atuar ao lado de Luís Melo, com estreia prevista para julho de 2017.

Foto: Elisa Mendes

A temática de ELA já foi abordada em filmes como: “Teoria de tudo”, baseado na biografia de Stephen Hawking, físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade, que a despeito de um prognóstico reservado dado em 1964, de pouco mais de dois anos de vida, ele continua vivo e produtivo, mesmo com todas as limitações que a doença impõe; “Um momento pode mudar tudo”, um filme sensível sobre a relação de uma cuidadora com sua paciente, interpretada pela atriz Hilary Swank; e “Transfatty Lives”, onde o cineasta, DJ e personalidade da internet Patrick O’Brien, também conhecido como TransFatty, documenta desde 2005 como é lidar com a doença e viver quando te dão de dois a cinco anos a mais de vida. Apesar disso, até hoje, o teatro ainda não havia trazido a tona esse assunto. Até hoje, pois o espetáculo “ELA” estreia dia 4 maio de 2017, no CCBB Rio de Janeiro, trazendo a temática da doença degenerativa ELA com a intenção de chamar a atenção do público para essa doença, promovendo uma reflexão sobre as relações humanas em diálogo com a realidade imediata.

“Fique tranquilo, nada está sob controle.” Foi essa a conclusão a que Marcia Zanelatto chegou estudando o tema que lhe foi proposto por Paulo Verlings, a Esclerose Lateral Amiotrófica. – Uma doença é algo que nos mostra que o mistério da vida é incontrolável, que nada está garantido em nenhum momento. E, agora? Bem, agora nos resta escolher melhor os problemas que vamos ter e viver cada segundo com a gratidão e o entusiasmo de quem está vivendo o último. Uma receita simples de livro de auto-ajuda como essa pode ser a decisão mais revolucionária que se pode tomar. Pode mudar tudo. Pode mudar sua vida. Pode mudar até mesmo… o mundo. Assumir a morte como conselheira pode mudar nossa relação com a única coisa que realmente temos aqui: o tempo –, comenta Marcia. – O desafio que o Paulinho me fez de escrever uma peça de teatro sobre uma doença que tira toda a expressão física de uma pessoa é a maior provocação que eu já recebi como dramaturga, porque a doença é em si o antiteatro –, conclui a autora.

Sobre  a autora

Marcia Zanelatto é escritora. Vencedora do Prêmio APTR 2014 na categoria Melhor Autor por “Desalinho”, peça também indicada ao Prêmio Cesgranrio na Categoria Melhor Texto Nacional Inédito e contemplada pelo Prêmio Petrobras Cultural 2016. Foi indicada ao Prêmio Shell 2016 de Melhor Texto, pela peça “Fatal”, direção de Guilherme Leme Garcia. Escreveu a biografia “Thammy – Nadando contra a corrente”. É criadora e roteirista da sitcom “República do Peru”, TV Brasil. É autora comissionada pelo Royal Exchange Theatre para o projeto BIRTH. É idealizadora e uma das dramaturgas da Ocupação Rio Diversidade, para a qual escreveu a peça “Genderless – um corpo fora da lei”.

Foto: Elisa Mendes

Ficha Técnica

Texto: Marcia Zanelatto
Direção: Paulo Verlings
Elenco: Carolina Pismel, Elisabeth Monteiro e Patrícia Elizardo
Participação em OFF: Ana Beatriz Nogueira como “Dra. Ana”
Cenário: Mina Quental
Direção Musical: Marcello H
Direção de Movimento: Lavinia Bizzotto
Figurino: Flavio Souza
Iluminação: Fernanda e Tiago Mantovani
Preparação Vocal: Verônica Machado
Visagismo: Vini Kilesse
Assistente de Direção: Jorge Florêncio
Designer Gráfico: Daniel Barboza
Fotos e Vídeo de divulgação: Elisa Mendes
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Produção: Tiago Mantovani e Jéssica Santiago
Realização: Nota Jazz Produções Artísticas e 9 Meses Produções Artísticas
Apoio: Centro Cultural Banco do Brasil

Serviço

“ELA”
Texto: Marcia Zanelatto
Direção: Paulo Verlings
Elenco: Carolina Pismel, Elisabeth Monteiro e Patrícia Elizardo
Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro III)
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro, tel. 21 3808-2020
Estreia dia 4 de maio, quinta-feira, às 19:30h
Temporada: Quarta a domingo, às 19:30h. Até 28 de maio.
Venda na bilheteria de quarta a segunda, das 9h às 21h ou pelo site www.ingressorapido.com.br
Ingresso: R$20 (inteira) e R$10 (meia)
Classificação 14 anos
Duração: 60 minutos
Drama

Atendimento à Imprensa

Ney Motta | contemporânea comunicação
assessoria de imprensa
21 98718-1965 e 2539-2873

Priscilla Leal
Priscilla Leal
Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o) produtor(a) cultural, por isso convidei mulheres de diversas áreas para escreverem para nós. Idealizei e executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

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