Como sabotar um projeto – armadilhas da autossabotagem

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Como sabotar um projeto – armadilhas da autossabotagem

Por que será que algumas pessoas conseguem colocar seus projetos em prática, são bem sucedidas e outras não?

banco de imagens pixabay

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Pensar em tirar o projeto da gaveta para algumas pessoas parece uma missão impossível, sempre dá alguma coisa errada. Medo, ansiedade, insegurança dão as regras na realidade de muitas artistas que querem ser reconhecidas, realizadas e não conseguem ir além.

Por que será que isso acontece? Como reconhecer a autossabotagem?

Pois é a autossabotagem não é tão simples de ser reconhecida, ela se manifesta de forma discreta, de mansinho, como quem não quer nada, aparece cheia de boas intenções pois ela tem o intuito de proteger nossa identidade, por vezes age como um instinto de preservação, de sobrevivência.

Por mais que na maioria das vezes não temos a menor consciência e intenção de nos sabotarmos, isso acaba nos machucando mais do que imaginamos. A autossabotagem, em resumo, é uma super proteção que nos machuca.

Afinal, quando estamos prestes a sair da zona de conforto estamos nos dirigindo a uma vida nova, ao êxito, ao sucesso e isso nos causa medo, inseguranças, não queremos perder nossa identidade, nos ver diferentes. E é exatamente nesse ponto que a suposta proteção, na verdade é um tiro que damos em nosso pé. A autossabotagem é a ação de repetir atitudes que são destrutivas, de forma a tornar automático coisas que nos fazem mal. Só que não percebemos essa tendência de repetição e nosso primeiro julgamento é nos considerar uma pessoa azarada, vítimas de pessoas invejosas que sabotam nossa felicidade. A dura realidade é que somos os causadores de tudo isso.

Mas como podemos identificar quando estamos prestes as nos sabotar? O mais importante é tomar consciência, observe em que situações você se vê repetindo comportamentos sabotadores. Quais são os seus “gatilhos sabotadores”?

Você costuma repetir essas frases quando alguma coisa não dá certo em sua vida?

”Só grupos grandes ou pessoas famosas conseguem produzir arte no Brasil”

”Os editais são muito concorridos, não adianta tentar, sempre são os mesmos que ganham”

“Ainda não estou pronta para mostrar meu trabalho, ainda tenho que estudar muito, ler muito, ter muita experiência, aí sim eu começo”

“Não se pode ter tudo na vida, onde estou é o suficiente”

“Por que trocar o certo pelo duvidoso? Posso perder tudo…”

Depois de identificar quais os “gatilhos sabotadores”, entenda do que você quer se proteger. Escreva todos os motivos que lhe vierem a mente e a partir daí, de um novo significado a essas crenças sabotadoras.

banco de imagens pixabay

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Converse com profissionais que são bem sucedidas em seus projetos, cerque-se de bons exemplos, de pessoas que conseguem viver de sua arte, veja quais são as pessoas que podem te ajudar a colocar em prática seus projetos.

E comece! Comece pequeno, um passo de cada vez, uma das formas de autossabotagem é acharmos que devemos fazer algo gigantesco, perfeito, inigualável. E dessa forma desistimos, achando que não temos o suficiente. Passo a passo vá construindo, faça um plano de ação, quais são as 5 prioridades que você pode começar e coloque foco nelas.

O primeiro passo é o mais importante e só se torna difícil quando nos limitamos em nossas crenças sabotadoras. Coloque consciência nelas, e comece a caminhada. Ampliar nosso olhar sobre nós mesmas é o primeiro passo para mudarmos nossa vida e com isso termos sucesso em nossos projetos e carreira.

Adriana Cubas

foto_3Coach profissional, formada pela ABRACOACHING e pelo Behavioral Coaching Institute (BCI), atriz e consultora em treinamento e desenvolvimento, criadora de conteúdo e apresentadora do Canal do Coaching no Youtube. Apaixonada por pessoas, suas histórias e sonhos, tem como missão ajudar e fazer parte do desenvolvimento de pessoas nas suas conquistas por uma vida com mais propósito e realizações.

Priscilla Leal
Priscilla Leal
Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o) produtor(a) cultural, por isso convidei mulheres de diversas áreas para escreverem para nós. Idealizei e executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

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