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A vida é toda estruturada em ciclos organizados, que se repetem em andamentos e ritmos diferentes. Respiração e inspiração, sono e vigília.

Nós mulheres temos uma experiência cíclica palpável e explícita com a menstruação, o que nos proporciona a chance de – mesmo que muitas vezes dolorosamente – vivenciar o ir e vir, o retorno e a essência da estrutura circular do tempo. E essa é apenas uma amostra microcósmica do modus operandi da vida.

A astrologia representa, macrocosmicamente, os ciclos – sejam sociais, econômicos ou pessoais. Por isso, a palavra correspondência é muito mais adequada que influência quando nos referimos à astrologia natal e de previsões pessoais.

Somos frutos de nosso tempo e espaço. O que está em nosso entorno fará parte do que somos e do que viremos a ser; contexto sócio cultural econômico é um fator que de alguma maneira nos molda (ou faz com que nos moldemos), e o momento e o lugar de nosso nascimento é exatamente a informação primordial que a linguagem astrológica utiliza para compreender o indivíduo, que é, assim, resultado de seu tempo e lugar não só geograficamente, mas também cosmicamente.

A correspondência das posições planetárias no momento de nascimento de uma pessoa (ou de um negócio, de uma cidade, de um país) e as características impressas nela é traduzida por meio do idioma astrológico, estudo dos ciclos que tem milhares de anos de história e diferentes desenvolvimentos em cada povo e em dados momentos.

Quando nos conhecemos, a sensação de vazio recorrente em quase todos nós tende a diminuir. A auto consciência, combinada com a consciência do todo, é um caminho para a paz e a tranquilidade; é como tirarmos uma venda dos olhos. Tudo está ali, à nossa disposição, mas para enxergar isso, é necessário conhecer a linguagem dos ciclos. Além de nosso ciclo marcado no momento de nascimento (que pode ser traduzido através da interpretação do mapa natal), temos também ciclos e fases pelos quais passamos durante nossa vida. Ciclos longos de transformação profunda, ciclos rápidos porém surpreendentes, ciclos de longo, médio e curto prazos que ocorrem concomitantemente.

Cada um deles é o resultado do nosso tempo pessoal, impresso em nossa personalidade, com o tempo atual. Entender o nosso momento de nascimento é entender a nós mesmas, nessa correspondência tão poética e que nos oferece consciência a respeito de nossa própria natureza e, especialmente, da natureza em si. Nem sempre nos lembramos de que fazemos parte deste mundo, deste universo, que somos um com toda a existência, e que nossa existência é tão bela – e efêmera – como a de uma flor linda que nos convida à contemplação. Então, por que não nos vemos como uma flor e nos contemplamos também?

 

Débora Helena é astróloga.

Contato: deborahelenaastrologa@gmail.com

Redes sociais: instagram e facebook

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