Carta de apoio do Vocacional Mulheres, Artistas, Educadoras, Movimentos Feministas e coletivos, em apoio à companheira, contra a violência, contra o machismo, pela arte

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Carta de apoio do Vocacional Mulheres, Artistas, Educadoras, Movimentos Feministas e coletivos, em apoio à companheira, contra a violência, contra o machismo, pela arte

Carta de apoio do Vocacional Mulheres, Artistas, Educadoras, Movimentos Feministas e coletivos, em apoio à companheira, contra a violência, contra o machismo, pela arte.

Nós, mulheres organizadas, entre Artistas Orientadoras e Articuladoras do Programa Vocacional, Educadoras, Mulheres de Movimentos Feministas e Coletivos Culturais, nos manifestamos sem qualquer vínculo com o Programa Vocacional, exercendo a nossa liberdade de nos expressar políticamente no espaço público com nossas próprias vozes, palavras e vontades.
Não poderíamos nos calar frente ao que está acontecendo com uma de nós. Não poderíamos largar à solidão uma companheira que está sofrendo as mais variadas formas de ameaças.
Não poderíamos também fingir que estes atos não envolvem o fato de a vitíma ser uma mulher. Sabemos que em tempos de crescente tentativa contra os direitos, as mulheres são umas das primeiras a sofrerem e essa supressão de direitos atinge diretamente nossos corpos.
Sua opinião e liberdade artística foram respondidas com ameaças ao seu corpo, à sua vida, com xingamentos envolvendo sua condição como mulher e sua atuação no espaço público também como educadora.
Não concordamos e não aceitaremos caladas essa violência. Somos artistas, educadoras, mulheres, e continuaremos ocupando os espaços públicos com nossos corpos, vozes e opiniões.
É típico da direita reacionária e da mídia oportunista e hipócrita defender a “liberdade de expressão”, quando se trata de pessoas como o deputado Jair Bolsonaro, que se aproveita do cargo que tem para fazer declarações públicas de cunho misógino, homofóbico, racista, preconceituoso de forma geral e de apologia ao crime – ao fazer uma homenagem ao torturador e assassino, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército (de 1970 a 1974), coronel Brilhante Ustra. A violência das palavras e das ações do deputado Bolsonaro não se comparam a qualquer expressão artística criada em reação a este ataque à memória, ao sofrimento e à dignidade do nosso povo.
Defendemos o direito desta artista e educadora, bem como de seu Coletivo de não se calarem frente a este ataque à história de luta contra a opressão de tantas mulheres e tantos homens que desejaram um país justo e igualitário.
Gostaríamos de dizer publicamente que apoiamos a companheira, que estamos com ela, que ela não está sozinha, e junto conosco convidamos outros coletivos e movimentos a estarem com ela.Grupo Mulheres Vocacional e:

22° turma de Promotoras Legais Populares
Amesol – Associação de Mulheres da Economia Solidária de São Paulo
AMHOR
As furiosas
As Trapeiras
Cia Ato Reverso
Cia. Estrela D’Alva de Teatro
cia&ponto
Cia humbalada
Cia Teatral Enchendo Laje & Soltando Pipa
Coletivo BIL
Coletivo Cartográfico
Coletivo Cênico Joanas Incendeiam
COMLES – coletivo de lésbicas e de mulheres Bissexuais de Pernambuco
Coletivo Quizumba
Descompan(h)ia demo_lições Artísticas iLTDAs
Doulagem de Guerrilha
EITA Ação Cultural
Fuzarca Feminista – MMM
Grupo Bolinho
Grupo de Coco Semente Crioula
Grupo do Trecho
Grupo teatral Descarados do Tendal
kiwi companhia de teatro
mais mulheres
Marcha Mundial das Mulhres
Maria Amélia de Almeida Teles
Mulheres na Luta
Mulheres Perifa
NúcleoZonaAutonoma
Pássaro com Cabeça de Mulher
pOleirO dO bandO
REF – Rede de Economia e Feminismo
Revista Krinos – Coletivo Crítico
Sempreviva Organização Feminista
Set Saias
Sobrenome Liberdade
UNALGBT

Priscilla Leal
Priscilla Leal
Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o) produtor(a) cultural, por isso convidei mulheres de diversas áreas para escreverem para nós. Idealizei e executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

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