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As mulheres nas olimpíadas modernas

mulher olimpiada

Na primeira Olimpíada Moderna, realizada em 1896 em Atenas, não houve participação de mulheres. Todavia, um fato chamou atenção: a grega Stamati Revithi realizou o percurso da maratona fora do estádio no dia seguinte à prova masculina, em protesto à proibição feminina nas modalidades olímpicas, e foi mais veloz que muitos participantes homens.

Em 1900, na edição dos jogos com sede em Paris, foi permitida a participação feminina extraoficial em algumas modalidades, como o golfe e o tênis, por não possuírem contato físico. Mas elas ainda não eram consideradas atletas, e recebiam apenas um certificado – nada de medalhas ou coroa de oliveiras.

 Gradativamente, alguns esportes foram inseridos para as mulheres nos anos seguintes, sendo que em 1916 não houve Olimpíadas em decorrência da Primeira Guerra Mundial.

 Um marco importante na conquista das mulheres quanto à participação em Jogos Olímpicos se deu em 1917, com a criação da FEFI (Federação Esportiva Feminina Internacional), fundada pela francesa Alice Melliat. A Federação promovia o esporte feminino, estabelecia regras e supervisionava recordes. Organizou os Jogos Olímpicos Femininos em 1922, 1926, 1930 e 1934, sob o nome de Jogos Femininos Mundiais.

Apenas em 1936, nas Olimpíadas de Berlim, é que as mulheres foram consideradas atletas olímpicas. Então, a FEFI foi extinta, uma vez que seu objetivo havia sido conquistado com sucesso.

 Em questão de expressividade, a participação feminina ocorreu apenas a partir da década de 1980, muito impulsionado pelo movimento fitness norte-americano. Isso porque o atrativo para práticas esportivas estava muito ligado à estética. Ademais, só houve participação feminina em todos os esportes olímpicos em Londres, em 2012, quando entrou o boxe. Outro marco, algo que nem os homens conseguiram: o nado sincronizado e a ginástica rítmica são modalidades exclusivamente femininas.

MARTA-FUTEBOL

 Entre as atletas brasileiras, podemos destacar: Maria Lenk, que foi nadadora e a primeira brasileira e sul americana a disputar uma Olimpíada; Jacqueline Silva e Sandra Pires, dupla do vôlei de praia e as pioneiras em medalhas de ouro com a conquista nos Jogos de Atlanta, em 1996; e Maurren Maggi, a primeira mulher medalhista de ouro em esportes individuais.

Para as Olimpíadas de 2016, que acontecerão agora em agosto no Rio de Janeiro, há grandes esperanças de medalhas femininas: o time de handebol, que conquistou inédito título mundial em 2013; o time de vôlei, já bicampeão em Pequim 2008 e em Londres 2012; o de futebol, prata em Atenas 2004, e em Pequim 2008; o de atletismo, com o revezamento 4 x 100 m e no salto com vara com Fabiana Murer; Mayra Aguiar, medalhista de bronze em Londres 2012 no judô e Sarah Menezes; Etiene Medeiros, que marcou seu nome na história sendo a primeira brasileira a conquistar medalha de ouro em um Campeonato Mundial de Piscinas Curtas de Natação em Doha; a dupla Martine Grael e Kahena Kunze, primeiras brasileiras a conquistarem o ouro no Mundial de Vela;  Fabiana Beltrame, no remo; Adriana Araujo, no boxe, bronze em Londres 2012;  Aline Silva, na luta olímpica; Iris Tang Sing, no taekwondo; e, por fim, com as duplas de vôlei de praia Talita/Larissa e Agatha/Barbara.

Talita Car Vidotto
Talita Car Vidotto
Advogada, formada e pós graduada em Direito Empresarial pela Universidade Paulista-UNIP de Campinas/SP. Atuante nas áreas cível e consumidor.

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