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Artistas que você TEM que conhecer: e que estão no google

 

Ok, tudo está no google! Mas neste post vou te passar dois nomes para você googlar direto e conhecer mais duas grandes artistas.

JACINTA PASSOS

JACINTA PASSOS 100anos

Você já ouviu falar sobre Jacinta Passos? Possivelmente não! O que é uma pena, pois a Jacinta foi uma mulher incrível que se posicionou não só na arte da poesia e da prosa, mas também na vida política. Nordestina e mulher, Jacinta escreveu sobre política e sobre o papel das mulheres nos anos 40 e 50. Existe um site e um blog para resgatar a memória e a obra da Jacinta. E existe o LAS ABUELITAS para divulgar e resgatar essas mulheres incríveis.

Em 2014 foi comemorado o centenário da Jacinta Passos. Tomo a liberdade de transcrever o que está no site. 

“Escritora nascida em Cruz das Almas, Bahia, em 1914, Jacinta Passos foi autora de quatro livros de poemas — Momentos de poesia (1941), Canção da partida (1945), Poemas políticos (1951) e A Coluna (1958) —, elogiados por críticos do porte de Antonio Candido, Mário de Andrade, Aníbal Machado e Roger Bastide, entre outros. Seu livro mais importante, Canção da partida, foi ilustrado pelo artista Lasar Segall.

Jacinta tornou-se uma das mais ativas jornalistas da Bahia na década de 40, escrevendo sobre os assuntos que mais a interessavam, pelos quais lutava: política, transformações sociais e posição da mulher na sociedade. Colaborou também com jornais e revistas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Militante do Partido Comunista Brasileiro de 1945 até a morte, em 1973, dedicou grande parte da vida ao trabalho penoso, clandestino e cotidiano de luta por um Brasil menos injusto.

Jacinta Passos foi casada com o escritor e jornalista James Amado, com quem teve uma filha, Janaína. A partir de 1951, sofreu crises nervosas periódicas, com delírios persecutórios, tendo recebido o diagnóstico de esquizofrenia paranóide, doença considerada progressiva e incurável. Apesar de internada em diversos sanatórios, jamais deixou de escrever, tanto poesia quanto prosa. Sua obra poética, fundada nas tradições populares da Bahia, contém fortes componentes líricos e apelo ao público contemporâneo, mas permanece pouco conhecida, pois seus livros, publicados por editoras de pequeno porte, tiveram tiragens muito reduzidas, sendo que apenas um deles, Canção da partida, foi reeditado, isso em 1990.

Este site, ao lado do projeto de publicação da obra completa da escritora, incluindo a parte inédita, visa tirar da obscuridade a obra e a trajetória de uma das mais originais escritoras do seu tempo, colocando-a no lugar onde deve estar, ao alcance do público, para que possa ser conhecida, estudada, discutida, admirada.”

E termino com um poesia da artista (Do livro Canção da partida, S. Paulo, Edições Gaveta, 1945).

Diálogo na sombra

– Que dissestes, meu bem?

Esse gosto.
Donde será que ele vem?

Corpo mortal.
Águas marinhas.

Virá da morte ou do sal?
Esses dois que moram no fundo e no fim.

– De quem falas amor, do mar ou de mim?

WOMANHOUSE

Eu soube dessa obra em uma aula com a Prof.º Ana Paula Simioni. E, claro, fiquei apaixonada! Quanta coisa interessante, criativa e com discurso que passa pela gente, não? Então, bora dar um google em “Womanhouse”.

Womanhouse foi uma instalação e performance de arte feminista organizada pelas artistas Miriam Schapiro e Judy Chicago, duas americanas co-fundadoras do Institute of the Arts Feminist Art Program, na Califórnia. É, por lá tem um Instituto de arte feminista (incrível, não?).

As mulheres

womanhouse II

Essa instalação consistia em uma casa, cujos cômodos foram “decorados” pelas alunas da Schapiro e da Chicago. Tudo de forma colaborativa. A ideia era fazer com que as alunas discutissem seus problemas enquanto mulheres e, posteriormente, utilizassem suas habilidades artísticas. A casa era uma mansão abandonada em uma rua residencial de Hollywood, e virou um teatro para performances dessas mulheres.

A instalação demorou dois meses para ficar pronta e foi aberta ao público entre janeiro e fevereiro de 1972, atraindo mais de mil pessoas de todas as idades. Infelizmente a casa não foi tombada ou preservada, mas no site tem as fotos.

O banheiro

womanhouse III

A cozinha

Woman house 1

 

Eu adoro!

E se você tem sugestões de obras/ artistas mulheres que estão perdidas no google, manda pra gente! Vamos destacá-las aqui no blog!

Até a próxima!

_MG_0162Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua  relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o)  produtor(a) cultural, por isso trago no blog informações jurídicas, que estão  envolvidas na atividade artística, além de informações de produção e gestão cultural. Idealizei e  executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

Priscilla Leal
Priscilla Leal
Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o) produtor(a) cultural, por isso convidei mulheres de diversas áreas para escreverem para nós. Idealizei e executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

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