Artistas que você TEM que conhecer: e que cabem no bolso

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Gertrude Stein

 

Foi uma escritora, poeta e feminista estadunidense, (1874 – 1946).

Gertrude Stein era rodeada por grandes artistas e ajudou muitos deles. Só para citar alguns Picasso, Matisse, Ernest Hemingway, estavam entre eles. Aliás, a relação dela com o Hemingway é retratada no livro “Paris é uma festa” do escritor. A artista ainda aparece no filme “Meia Noite em Paris” do Woody Allen.

Gertrude escreveu “A autobiografia de Alice B. Toklas”, sua companheira por 25 anos. Apesar do nome, o livro foi escrito por Stein.

Esse livro tem em edição de bolso e também cabe no bolso, com o preço em torno de R$ 19,90. Para quem ainda é adepta ao livro de papel, é uma excelente alternativa, pois não pesa tanto e dá para sacar na espera do médico, do ônibus, na fila do banco, etc.

Reproduzo um trecho da biografia da artista:

“Escritora de origem judaica, nasceu no dia 3 de fevereiro de 1874 em Allegheny, Pennsylvania, onde morou até os três anos. Logo sua família se mudou primeiramente para Viena e depois para Paris, retornando para a América apenas em 1878, mas desta vez para a Califórnia.

Tinha oito anos quando começou a escrever, uma atividade que rapidamente se transformou em obsessão, tal como a leitura. As suas preferências iam para Shakespeare e para livros de História Natural. Em 1903 instalou-se na França com o irmão, Leo, depois de ter passado pelo curso de medicina na Universidade Johns Hopkins e de ter estudado psicologia com William James.

Gertrude e Leo, munidos de uma generosa mesada, tornaram-se rapidamente o centro da atividade cultural em Paris. Em 1907 Gertrude conheceu sua companheira para toda a vida, Alice e, dois anos depois, ela se mudou para o apartamento dos irmãos Stein. Alice tornou-se conhecida do grande público a partir do livro A autobiografia de Alice B. Toklas (1933), escrito por Gertrude, mas com Alice como narradora. Esse recurso permitiu que a escritora pudesse falar de si mesma em terceira pessoa, e, claro, elogiar a sua escrita.

Quando Gertrude e Alice começaram a viver juntas, a primeira tinha acabado Three Lives, um conjunto de três retratos de três mulheres e trabalhava numa obra monumental baseada na sua própria família a que chamou Making of Americans. O momento foi especialmente dramático porque se tinha separado definitivamente de Leo, com quem se mantinha em estado de guerra declarada por ele não apreciar os seus escritos. Nunca mais se falaram”.

Virgínia Woolf

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Tem muito material sobre a Virginia na internet. Também ela inovou, ousou e escreveu sobre tudo. Foi uma escritora ativa, feminista e questionadora.

Virginia deixou muitos ensaios e romances que devem ser lidos. Os pensamentos da artista em torno da questão da mulher são atuais e ainda geram muitas reflexões, especialmente quando se fala da mulher no trabalho.

Tem uma edição de bolso da Virginia que eu adoro: “Profissões para mulheres e outros artigos feministas”. A leitura é simples, com um conteúdo espetacular.

A média de preço é de R$ 13,90 e é facilmente encontrado em bancas de jornal. Um livro levinho para carregar na bolsa e para sempre ser lido.

Profissões para mulheres e outros artigos feministas reúne sete ensaios de Virginia Woolf nos quais ela questiona a visão tradicional da mulher como “anjo do lar” e expõe as dificuldades da inserção feminina no mundo profissional e intelectual da época. Numa era em que o papel da mulher modifica-se cada vez mais rapidamente, as críticas e reflexões de Virginia mostram que a autora estava à frente de seu tempo.

Uma das romancistas mais inovadoras da literatura inglesa, Virginia Woolf (1882-1941) notabilizou-se também como uma das precursoras do feminismo contemporâneo. Além dos seus clássicos modernistas Mrs. Dalloway e Rumo ao farol, escreveu artigos nos quais explorou sem igual a questão da mulher e seu papel em uma sociedade dominada por homens, ideias que ajudaram a pavimentar o caminho do movimento feminista”.

virginia_promo_menorVamos nos nutrir dessas grandes mulheres! E de tantas outras que temos e que o Las Abuelitas vai trazer aqui neste espaço!

Até mais,

Priscilla Leal

_MG_0162Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua  relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o)  produtor(a) cultural, por isso trago no blog informações jurídicas, que estão  envolvidas na atividade artística, além de informações de produção e gestão cultural. Idealizei e  executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

 

Priscilla Leal
Priscilla Leal
Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o) produtor(a) cultural, por isso convidei mulheres de diversas áreas para escreverem para nós. Idealizei e executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

1 Comment

  1. […] Virginia Woolf já falou disso nos anos 20 no seu livro “Um teto todo seu”. A escrita da mulher não é importante. Ela não tem permissão para sair pelo mundo e viver, assim suas referências acabam sendo domésticas. Ela é interrompida a todo momento, afinal sua escrita não é importante e, além de tudo isso, quando ela sai para o mundo com esses escritos tem que enfrentar os julgamentos por ser mulher e estar escrevendo. Para se destacar uma mulher tem que ser genial. Para nós não existe o meio termo. […]

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