Artistas que você TEM que conhecer: Ana Cristina César ou Ana C.

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Artistas que você TEM que conhecer: Ana Cristina César ou Ana C.

Ana Cristina César foi uma poetisa e tradutora brasileira. Nasceu no Rio de Janeiro em 1952, vindo a falecer na mesma cidade em 1983.

imagem retirada do site http://www.blogdacompanhia.com.br/wp-content/uploads/2013/10/postANA.jpg

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Foi uma poetisa prematura, pois desde os 6 anos, antes mesmo de se alfabetizar, ditava versos para a sua mãe. Realizou um intercâmbio na Inglaterra, ainda jovem, que a influenciou fortemente para a literatura. Voltou do país com livros das escritoras Sylvia Plath e Katherine Mansfield, por exemplo.

Desde de estudante, fez Letras na PUC-RJ, Ana Cristina participou ativamente do cenário cultural carioca e do movimento da poesia marginal, também conhecido como Geração Mimeógrafo.

Após a conclusão universitária, em 1975, colaborou para publicações como Opinião, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo e o Beijo, importante periódico de cultura do período.

Lançou seu primeiro livro Cenas de Abril, em 1979, de forma independente. Seguiram-se os lançamentos de Correspondência Completa, Luvas de Pelica e A Teus Pés. Ana Cristina também se dedicou a tradução, tendo, inclusive, concluído um mestrado na Inglaterra, na Universidade de Essex.

Aos 31 anos cometeu suicídio. Após sua morte, o poeta Armando Freitas Filho organizou sua obra e promoveu o lançamento dos livros Inéditos e Dispersos, Escritos da Inglaterra e Escritos no Rio.

É interessante destacar este trecho da biografia da escritora constante na enciclopédia do Itaú cultural: “A existência de uma literatura dita feminina é tema dos ensaios da autora, interessada em problemas teóricos como as relações entre literatura e história, invenção e confissão, originalidade e intertexto. Também nesses escritos se revela a ausência de identificação entre Ana Cristina e a geração marginal: “A limpidez da sinceridade nos engana, como engana a superfície tranquila do eu”, escreve ela em O Poeta É um Fingidor.”.

Termino este post com um poema da artista:

olho muito tempo o corpo de um poema

até perder de vista o que não seja corpo

e sentir separado dentre os dentes

um filete de sangue nas gengivas

_MG_0162Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua  relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o)  produtor(a) cultural, por isso trago no blog informações jurídicas, que estão  envolvidas na atividade artística, além de informações de produção e gestão cultural.  Idealizei e  executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

Priscilla Leal
Priscilla Leal
Sou atriz, advogada e gestora cultural. Reuni as três atividades neste espaço virtual, para criar um lugar de divulgação e compartilhamento de trabalho das mulheres artistas. Acredito na importância deste espaço para destacar essas mulheres e sua relação com a arte. Também acredito na profissionalização da(o) artista e da(o) produtor(a) cultural, por isso convidei mulheres de diversas áreas para escreverem para nós. Idealizei e executei o seminário “Mulheres Artistas na Ditadura”, na Caixa Cultural São Paulo, em 2014.

3 Comments

  1. Leandro Kaiddra disse:

    PALAVRAS QUE VOAM

    A Ana pensou
    A Cristina escreveu
    O Cesar pulou
    Eu te escrevi
    Você me conheceu
    E a gente juntou
    A gente viveu
    A gente brigou
    Mas sobreviveu
    A gente falou
    logo se entendeu
    A gente confessou
    E tudo cresceu
    A gente matou
    A fome que morreu
    Pra falar de amor
    E o que sobre viveu
    A Ana então diz
    Que a Cristina não quis
    Mas Cezar se rendeu
    Que vontade sempre dá
    Na intenção de voar
    Só pra ser sempre seu.

    L.K. -Janeiro-2016

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