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A arte-resistência de Criola

A linguagem imagética das obras de Tainá Lima, conhecida como Criola, que colorem as ruas de Belo Horizonte, é um exemplo de como a arte tem o poder de expressar as lutas das mulheres, principalmente das negras. Desde 2012, a artista grafita os muros da capital mineira imprimindo elementos da flora brasileira e ressaltando a diversidade cultural do país, com referências aos índios, aos negros, às rezas e às lendas urbanas.

Crédito: Athos Souza

Com os elementos utilizados por Criola para construir seus painéis, o que podemos ver são desenhos cheios de cores e referências fortes, que remetem ao resgate da identidade da mulher negra. De acordo com a artista, o cabelo crespo é um dos principais elementos dos seus desenhos, já que “por meio do cabelo se constrói uma metáfora com a raiz das plantas no sentido de crescer livre para ganhar força e florescer”.

Criola teve sua obra exposta durante a intervenção “Telas Urbanas”

Um modo de transformar a arte em protesto, luta, empoderamento e no reconhecimento das mulheres como seres lindos e únicos!

Julia Cunha
Julia Cunha
Mineira, jornalista, feminista e amante das mais diversas manifestações de artes no cotidiano. Viciada em café, séries de super-heróis e fascinada por grafite, principalmente feitos por mulheres

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